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Como escolher um smartphone recondicionado com confiança

BEquipa Bee Store 31 May 2025 5 min de leitura
Como escolher um smartphone recondicionado com confiança - Bee Store
Um recondicionado bem escolhido dá-te o mesmo telemóvel por bastante menos. Um mal escolhido dá-te uma dor de cabeça com bateria a morrer aos seis meses. Explicamos o que separa os dois, o que querem dizer os graus A+ e A, e as perguntas a fazer antes de pagar.

Comprar recondicionado deixou de ser coisa de quem não tem alternativa. É hoje a forma mais sensata de ter um topo de gama sem pagar preço de topo de gama, e a diferença entre um bom negócio e um arrependimento está quase toda em saber o que perguntar.

Trabalhamos com recondicionados todos os dias na loja e ouvimos sempre as mesmas dúvidas. Ficam aqui respondidas, incluindo as partes que não nos favorecem.

Recondicionado não é o mesmo que usado

Esta confusão é a origem de quase todos os maus negócios. Um usado é um telemóvel que alguém vendeu como está, sem ninguém lhe tocar. Compras o histórico do dono anterior, seja ele qual for.

Um recondicionado passou por um processo: foi aberto, testado, teve as peças fora de especificação substituídas, foi limpo, formatado e voltou a ser testado antes de ir para a prateleira. Tem quem responda por ele se algo correr mal.

Se o vendedor não te souber explicar o que foi verificado e o que foi substituído, não é recondicionado. É usado com outro nome.

O que querem dizer os graus A+, A e B

Os graus descrevem o aspeto exterior, não o funcionamento. Isto é importante: em qualquer grau o telemóvel deve funcionar a cem por cento, senão não devia estar à venda.

  • Grau A+, praticamente indistinguível de novo. Sem marcas visíveis a olho nu.
  • Grau A, micro riscos que só se veem com o ecrã desligado e à luz certa. É o melhor equilíbrio entre preço e aspeto, e é o que a maioria das pessoas leva.
  • Grau B, marcas visíveis na estrutura ou riscos ligeiros no ecrã. Se o telemóvel vai andar com capa e película, poupas dinheiro real sem perder nada de útil.

Não há norma oficial que obrigue toda a gente a usar a mesma escala, por isso pergunta sempre o que o grau significa naquela loja em concreto, em vez de assumir.

A bateria é o que separa um bom negócio de um mau

Se só puderes fazer uma pergunta, faz esta: qual é a saúde da bateria?

Acima de 85 por cento estás bem servido. Entre 80 e 85 é aceitável, e deves contar que a meio da vida do telemóvel vais querer trocá-la. Abaixo de 80 por cento, ou a bateria foi substituída por nova, ou o preço tem de refletir isso de forma óbvia.

Num iPhone confirmas em Definições, Bateria, Saúde da bateria. Em Android varia com a marca, e nem todos mostram a percentagem, por isso vale a pena pedir que to mostrem na loja antes de fechar negócio.

Garantia, fatura e o que deves exigir

Um recondicionado comprado a sério traz sempre três coisas. Se faltar alguma, afasta-te.

  • Fatura com o teu nome. Sem fatura não há garantia que se possa acionar, por muito que te prometam.
  • Garantia escrita. Connosco levas 12 meses de garantia em todos os smartphones recondicionados.
  • Política de troca clara. Deve estar escrita antes da compra, não explicada de viva voz depois.

Compras entre particulares não têm nada disto. Podem sair mais baratas e às vezes correm bem, mas se o telemóvel falhar ao terceiro mês o problema é inteiramente teu.

Que modelo escolher para o que realmente fazes

O erro mais caro não é escolher mal o grau, é comprar mais telemóvel do que precisas.

  • Chamadas, mensagens, redes sociais e mapas. Um modelo com dois ou três anos faz isto sem esforço e é onde a poupança é maior.
  • Muita fotografia e vídeo. Aqui compensa subir para um topo de gama de geração anterior, porque é na câmara que as gerações se distinguem mais.
  • Jogos exigentes. Olha ao processador e à memória antes do resto, e conta com mais consumo de bateria.

Um topo de gama recondicionado de há duas gerações costuma bater um modelo de entrada novo do mesmo preço, em quase tudo o que interessa no dia a dia.

Sinais de alerta antes de pagares

  • Preço muito abaixo do mercado. Se está bom demais, há motivo. Pergunta qual é.
  • Bloqueio de conta ainda ativo. Um telemóvel com a conta do dono anterior por remover fica inutilizável. Verifica antes de sair da loja.
  • Recusa em mostrar a saúde da bateria. É informação de dez segundos. Quem não a mostra é porque não interessa mostrar.
  • Sem número de série visível ou sem fatura. Sem isto não consegues provar nada, nem à loja nem à seguradora.

Então vale a pena?

Na maioria dos casos vale, e a conta é simples: ficas com o mesmo telemóvel que querias por um valor bastante inferior, com garantia e com alguém a quem ligar. Há ainda a parte ambiental, que é real, mesmo que não seja o que te faz decidir.

Não vale quando o desconto é pequeno face ao modelo novo equivalente, quando não consegues confirmar a saúde da bateria, ou quando o vendedor não te dá garantia por escrito. Nesses casos, poupar duzentos euros hoje custa-te mais lá à frente.

Se depois de trocares o telemóvel ficares com o antigo em casa, ele ainda pode ser útil. Escrevemos sobre isso em sete formas de reaproveitar um smartphone antigo sem riscos. E se o que precisas é de arranjar o que tens em vez de o substituir, fazemos assistência técnica multimarca aqui em Guimarães, com diagnóstico gratuito.

Vem ver o estado real antes de decidires.

Os nossos recondicionados são testados peça a peça pela equipa técnica e saem com 12 meses de garantia. Temos Apple, Samsung e Xiaomi, e o stock muda todas as semanas porque cada aparelho é único. Estamos na Rua da Cruz da Argola 901, em Guimarães, e podes ligar para o 961 663 797 antes de vires.

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